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Mau Tempo no Canal

Livro de Bolso

de Vitorino Nemésio
Editor: BIS, julho de 2010 ‧
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Mau Tempo No Canal é o romance de Vitorino Nemésio que figurará na história literária portuguesa como um dos mais completos e conseguidos, mas também é aquele que da insularidade dos Açores nos eleva à prisão da ilha de todo o Homem, com os seus universais medos, paixões, entusiasmos e angústias.

Este romance trabalhado desde 1939, é publicado em 1944 e a acção decorre nas ilhas do Faial, Terceira, Pico e na ilha de São Jorge entre 1917 e 1919 e retrata a sociedade açoriana, mais concretamente, a sociedade estratificada da cidade da Horta, local onde se passa a intriga principal da obra e onde o autor se encontra nesta altura da sua vida.

«Não há, no género, obra alguma que se lhe compare na literatura portuguesa deste século; nem há talvez obra romanesca mais complexa, mais variada, mais densa e mais subtil, em toda a nossa história literária.»
David Mourão-Ferreira

«(...) Mau Tempo no Canal é um romance magnífico que, a pretexto dos amores impossíveis entre Margarida Clark Dulmo e João Garcia, traça um retrato dos anos 20 açoriano com destreza de mestre. Ficção de fôlego, de uma mundividência pouco comum nas letras portuguesas, trata-se, sem lugar para dúvidas, de uma das obras maiores da nossa literatura do século XX"»
Ana Cristina Leonardo in Expresso, 31 de Julho de 2004

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One-Hit Wonders literários

As músicas Tainted Love, Macarena, Mambo No. 5 e Ice Ice Baby têm muitas coisas em comum. Tocaram até à exaustão nas rádios, entraram no ouvido de milhões de pessoas e ficaram gravadas na memória coletiva. São exemplos de one-hit wonders, canções que se tornam tão grandes que acabaram por eclipsar tudo o resto que os seus autores alguma vez fizeram. Na literatura, este fenómeno também existe. Alguns livros tornam-se tão marcantes que o escritor não consegue ultrapassá-los e fica condenado a viver à sombra da sua criação, como se tivesse sido engolido por ela. Flores para Algernon, de Daniel Keyes Daniel Keyes escreveu alguns livros durante a vida, mas ficará sempre associado a um deles, ou melhor, a dois que partilham o mesmo título e a mesma premissa. Flores para Algernon começou por ser um conto, publicado em 1959, mas teve uma receção tão forte junto dos leitores que o escritor norteamericano decidiu transformá-lo em romance. Escrito em forma de diário, acompanhamos a ascensão e queda de Charlie, um homem que nasce com uma deficiência mental e que, graças a uma cirurgia experimental, se transforma durante algum tempo num génio. Ao lermos o seu diário, apercebemo-nos não só do crescimento intelectual do protagonista, que no início escreve textos cheios de erros e sem noção da realidade que o rodeia, como do confronto doloroso com a memória do passado, a falta de afeto e a exclusão. À medida que desenvolve as suas capacidades, dá-se conta de como era tratado antes da cirurgia, pelo simples facto de ter um problema. É esse olhar em retrospectiva que torna o livro tão comovente: o testemunho de uma pessoa que só queria ser igual às outras, mas que acaba por ver demais. QUERO LER! » O Monte dos Vendavais, de Emily Brontë O Monte dos Vendavais, único romance de Emily Brontë, é um exemplo perfeito de one-hit wonder na literatura. Na época em que foi publicado, era comum as escritoras optarem por usar pseudónimos masculinos para serem levadas a sério no meio literário, profundamente misógino. Brontë não foi excepção e escolheu o nome Ellis Bell. Mesmo assim, o livro não mereceu uma crítica unânime e gerou alguma controvérsia devido à violência emocional que atravessa a narrativa, com personagens movidas por ódio e paixão, e um ambiente sombrio que colidia com o idealismo romântico da época vitoriana. Heathcliff e Catherine são figuras tão intensas quanto trágicas. Emily morreu pouco tempo depois da publicação, sem escrever outro romance. Ainda assim, com uma só obra, deixou uma marca indelével na forma como concebemos o amor, a obsessão e a natureza humana na literatura. QUERO LER! » Drácula, de Bram Stoker Há casos em que a obra engole o seu criador, ou melhor, morde-lhe o pescoço e faz dele o seu lacaio. Foi o que aconteceu entre o escritor irlandês Bram Stoker e o seu livro, Drácula. Mesmo tendo escrito mais de dez romances, contos e peças de teatro, é difícil nomear outra obra de Stoker. A razão é relativamente simples de entender: mais do que uma personagem de um livro, o conde da Transilvânia, conhecido pelo seu fetiche por pescoços alheios, transformou-se num arquétipo; nasceu numa página de papel, mas escapou-lhe triunfalmente e passou a existir como figura autónoma no cinema, na banda desenhada, em brinquedos, anúncios e conversas que não têm nada que ver com literatura. Escrita de forma epistolar e algo fragmentada, a história está pejada de tensão sexual, política e religiosa, abriu caminho para novas formas de contar histórias e é um dos romances que ajudaram a afirmar o horror como género literário popular. QUERO LER! »

Mau Tempo no Canal

Livro de Bolso

de Vitorino Nemésio

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896600419
Editor: BIS
Data de Lançamento: julho de 2010
Idioma: Português
Dimensões: 128 x 192 x 22 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 464
Tipo de produto: Livro
Coleção: BIS
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896600419

Perda de Tempo no Canal

Carlos Daniel Pimenta

Prezado por ser um dos melhores livros de literatura portuguesa. Pessoalmente, considero ser um dos piores livros que já li. A história é desnecessariamente complexa, cheia de personagens com pouco ou nenhum relevo para história. O livro começa com uma história de amor proibida, semelhante a Romeu e Julieta, que ignora por completo depois do 1º capítulo, para se focar principalmente na personagem feminina, mas sem lhe dar uma jornada interessante o suficiente para prender o leitor. Nunca me esforcei tanto para terminar um livro, ao qual não tive qualquer gosto na experiência.

Leitura algo densa

Rita Carvalho Pereira

Obra de leitura um pouco complexa, mas com passagens maravilhosas.

Incontornável

Tiago Silva

Romance incontornável de Vitorino Nemésio que nos conta a história de uma sociedade açoriana antiga, as suas regras, relações e paixões.

Mais vale tarde que nunca!

LUIS FILIPE NAZARÉ CERVEIRA DO AMARAL

E de facto, assim é. Ando desde a adolescência para ler este livro. Quase na idade da reforma, resolvi que não quero partir sem o ler. E simplesmente adorei este romance!

imperdível

Ana Rato

Uma maravilha da literatura portuguesa. A edição de bolso é muito conveniente e de qualidade.

Deslumbrante

Susana Filipa Raposo Ferreira

Utilização correta e rica da Língua Portuguesa. Um autor nacional com um drama excecional!

SOBRE O AUTOR

Vitorino Nemésio

Escritor português natural da Ilha Terceira, nos Açores (1901-1978), foi professor da Faculdade de Letras de Lisboa. Colaborou na revista Presença e dirigiu a Revista de Portugal. Poeta, ficcionista, ensaísta, cronista, crítico literário, recebeu o Prémio Nacional de Literatura em 1966. De entre as suas obras, são de destacar Festa Redonda (1950), Nem Toda a Noite a Vida (1952), O Pão e a Culpa (1955), O Verbo e a Morte (1959), O Cavalo Encantado (1963), Canto da Véspera (1966), Sapateia Açoriana (1976) e ainda o romance Mau Tempo no Canal (1944).

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